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Em anotações, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) escreveu que o deputado federal Marcos Pollon (PL) pediu R$ 15 milhões para não ser candidato a governador nas eleições deste ano. Já a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), que ameaça mudar de sigla para disputar o Senado, teria exigido R$ 5 milhões. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou as anotações, mas negou o teor das revelações bombásticas.
Os pedidos foram revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso ao rascunho feito pelo senador sobre as articulações do PL nos estados brasileiros. No caso de Mato Grosso do Sul, Flávio escreveu que o partido vai apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), mantendo ao acordo firmado por Bolsonaro antes de ser preso para cumprir a pena de 27 anos de prisão.
Pollon negou, ao jornal paulista, que tenha feito qualquer exigência para não ser candidato a governador. Ele vem sinalizando que poderá trocar o PL por outro partido para enfrentar Riedel. “Não faz o menor sentido”, afirmou o coordenador nacional do Movimento Nacional Pro-Armas.
A defesa de Gianni foi feita pelo marido, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL). Ele negou veementemente que a esposa tenha exigido dinheiro para desistir da disputa pelo Senado. Ela teve o nome lançado por Bolsonaro em duas ocasiões no ano passado.
Escritas bombásticas
Flávio se reuniu com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da sua campanha, senador Rogério Marinho, para discutir a situação nos estados. O jornal Folha de S.Paulo teve acesso aos manuscritos do filho de Bolsonaro.
Sobre Mato Grosso do Sul, ele define que os candidatos ao Senado são o ex-governador Reinaldo Azambuja, que deixou três décadas no PSDB para se filiar ao PL, e o ex-deputado estadual Capitão Contar, que trocou o PRTB pelo PL. O senador observou que o candidato a governador na última eleição tem bom recall, em torno de 18%.

“Pollon pediu 15 mi para não ser candidato”, anotou Flávio sobre o polêmico e fanfarrão deputado bolsonarista. Pollon tem insistido que não vai apoiar a reeleição de Riedel e ameaça deixar o partido para ser candidato a governador ou senador. O mais provável é que se filie ao PL.






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