O Jacaré

Marcelo Miranda morreu nesta terça-feira (23), aos 87 anos, em Campo Grande. Com extensa vida política, ele foi governador de Mato Grosso do Sul por duas vezes, prefeito de Campo Grande e senador da República.
A morte foi confirmada pelo seu neto, o deputado estadual João Henrique Catan (NOVO), que fez um post nas redes sociais, exaltando o avô. “Meu avô desliga-se deste plano ao seu estilo: não sem antes lutar, não desistiu! Até o último minuto encarou como penitência o que mais detestava: a espera!”.
Na Justiça, filhos de Miranda brigam pelo patrimônio dele desde 2023. Na época, os irmãos Paulo Eduardo e Paulo Henrique Cançado Soares (atual secretário-adjunto de Infraestrutura de Campo Grande), entraram com processo na 6ª Vara de Família e Sucessões de Campo Grande para interdição do pai.
O ex-governador enfrentava problemas no coração, rins e estava internado tratando uma pneumonia. A prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado decretaram luto oficial de três dias. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento de Marcelo Miranda.
História
Engenheiro, Miranda veio de Minas Gerais para o então Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul, para trabalhar na construção da usina hidrelétrica de Jupiá, em Três Lagoas. Miranda ocupou postos de proa no tabuleiro político. Em 2012, acabou demitido do cargo de superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).
Marcelo Miranda foi o segundo governador de Mato Grosso do Sul, de 30 de junho de 1979 até 28 de outubro de 1980, quando foi nomeado para suceder Harry Amorim Costa.
Ele voltou a governar o Estado entre março de 1987 e 1991.
O segundo mandato foi marcado pelo atraso no pagamento de salários e a ocupação da Governadoria pelos servidores públicos estaduais se transformou em escândalo nacional, com destaque em jornais, emissoras de televisão e revistas.
Foi prefeito de Campo Gtande em 1976 e eleito senador em 1982, mas ficou no Senado apenas por quatro anos.






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