Atualização do cadastro feito pelo Ministério do Trabalho reúne 613 empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.
SBTNEWS
O Ministério do Trabalho incluiu na lista suja do trabalho escravo a montadora chinesa BYD e o cantor Amado Batista, além de outros 167 empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A “Lista Suja”, publicada semestralmente pela pasta, foi atualizada nessa segunda-feira (6) e agora contém 613 empregadores; 102 são pessoas físicas e 67, pessoas jurídicas. A inclusão no cadastro só ocorre após a conclusão de processos administrativos, nos quais são assegurados aos autuados o contraditório e a ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.
Segundo o documento, o cantor foi autuado em duas operações em Goiás, em 2024, nos quais 14 trabalhadores foram resgatados.
Em nota ao SBT News, a assessoria do cantor, feita pelo filho Bruno Batista, afirmou ser inverídica a informação de que os trabalhadores teriam sido resgatado de uma das propriedade de Amado Batista.
Segundo a nota, eles continuam trabalhando no local, uma fazenda “arrendada” para plantio de milho, na qual, segundo a assessoria, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.
Já a inclusão da montadora chinesa de carros elétricos BYD ocorre após o resgate de 220 trabalhadores chineses encontrados em situação análoga à escravidão e vítimas de tráfico internacional de pessoas nas obras da planta onde a montadora de automóveis instalou uma fábrica no município de Camaçari, na região metropolitana de Salvador (BA), em dezembro de 2024.
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), os trabalhadores eram terceirizados pela empreiteiras China JinJiang Construction Brazil Ltda. e Tonghe Equipamentos Inteligentes do Brasil Co. (atual Tecmonta Equipamentos Inteligentes Brasil Co. Ltda.), que prestavam serviços exclusivos para a BYD.

Na época, a equipe do órgão constatou que os operários dormiam em camas sem colchão e tinham apenas um banheiro para cada 30 pessoas, além de terem os passaportes retidos pelas empreiteiras, que confiscavam cerca de 60% dos salários mensais, sendo que os outros 40% eram pagos em moeda chinesa para evitar o abandono do emprego.
O SBT News tentou contato com a BYD, mas, até a publicação da matéria, não teve retorno. O espaço permanece aberto.
Leia a nota de Amado Batista na íntegra:
“Primeiramente, a informação veiculada que de houve o ‘resgate’ de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é COMPLETAMENTE FALSA E INVERÍDICA! Não HOUVE RESGATE de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!
Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda ‘arrendada’ pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.
O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.
Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação.”






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